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99 - O TERREMOTO
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102 - A COBIÇA
103 - A ERA
104 - O DIFAMADOR
105 - O ELEFANTE
106 - OS CORAIXITAS
107 - OS OBSÉQUIOS
108 - A ABUNDÂNCIA
109 - OS INCRÉDULOS
110 - O SOCORRO
111 - O ESPARTO
112 - A UNICIDADE
113 - A ALVORADA
114 - OS HUMANOS
PORTUGUêS

7 - OS CIMOS

 

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

 
1Alef, Lam, Mim, Sad.
 
2(Eis aqui) um Livro, que te foi revelado para que não haja receio em teu peito, e para que, com ele, admoestes os incrédulos, para que seja uma mensagem aos fiéis.
 
3Segui o que vos foi revelado por vosso Senhor e não sigais outros protetores em lugar d’Ele. Quão pouco meditais!
 
4Quantas cidades temos destruído! Nosso castigo tomou-os (a seus habitantes) de surpresa, enquanto dormiam, à noite, ou faziam a sesta.
 
5Nada imploraram, quando os surpreendeu o Nosso castigo; não fizeram mais do que confessar, clamando: Fomos iníquos!
 
6Inquiriremos aqueles aos quais foi enviada a Nossa mensagem, assim como interrogaremos os mensageiros.
 
7E lhes enumeraremos as ações com pleno conhecimento, porque jamais estivemos ausentes.
 
8E a ponderação, nesse dia, será a eqüidade; aqueles cujas boas ações forem mais pesadas, serão os bem-aventurados.
 
9E aqueles, cujas boas ações forem leve, serão desventurados, por haverem menosprezado os Nossos versículos.
 
10Temo-vos enraizado na terra, na qual vos proporcionamos subsistência. Quão pouco agradeceis!
 
11Criamo-vos e vos demos configuração, então dissemos aos anjos: Prostrais-vos ante Adão! E todos se prostraram, menos Lúcifer, que se recusou a ser dos prostrados.
 
12Perguntou-lhe (Deus): Que foi que te impediu de prostrar-te, embora to tivéssemos ordenado? Respondeu: Sou superior a ele; a mim criaste do fogo, e a ele do barro.
 
13Disse-lhe: Desce daqui (do Paraíso), porque aqui não é permitido te ensoberbeceres. Vai-te daqui, porque és um dos abjetos!
 
14Implorou: Tolera-me até ao dia em que (os seres) forem ressuscitados!
 
15Respondeu-lhe: Considera-te entre os tolerados!
 
16Disse: Juro que, por me teres extraviado, desviá-los-ei da Tua senda reta.
 
17E, então, atacá-los-ei pela frente e por trás, pela direita e pela esquerda e não acharás, entre eles, muitos agradecidos!
 
18Deus lhe disse: Sai daqui! Vituperado! Rejeitado! Juro que encherei o inferno contigo e com aqueles que te seguirem.
 
19E tu, ó Adão, habita com tua esposa o Paraíso! Desfrutai do que vos aprouver; porém, não vos aproximeis desta árvore, porque estareis entre os transgressores.
 
20Então, Satã lhe cochichou, para revelar-lhes o que, até então, lhes havia sido ocultado das suas vergonhas, dizendo-lhes: Vosso Senhor vos proibiu esta árvore para que não vos convertêsseis em dois anjos ou não estivésseis entre os imortais.
 
21E ele lhes jurou: Sou para vós um fiel conselheiro.
 
22E, com enganos, seduziu-os. Mas quando colheram o fruto da árvore, manifestaram-se-lhes as vergonhas e começaram a cobrir-se com folhas, das plantas do Paraíso. Então, seu Senhor os admoestou: Não vos havia vedado esta árvore e não vos havia dito que Satanás era vosso inimigo declarado?
 
23Disseram: Ó Senhor nosso, nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares a Te apiedares de nós, seremos desventurados!
 
24E Ele lhes disse: Descei! Sereis inimigos uns dos outros e tereis, na terra, residência e gozo transitórios.
 
25Disse-lhes (ainda): Nela vivereis e morrereis, e nela sereis ressuscitados.
 
26Ó filhos de Adão, enviamos-vos vestimentas, tanto para dissimulardes vossas vergonhas, como para o vosso aparato; porém, o pudor é preferível! Isso é um dos sinais de Deus, para que meditem.
 
27Ó filhos de Adão, que Satanás não vos seduza, como seduziu vossos pais no Paraíso, fazendo-os sair dele, despojando-os dos seus invólucros (de inocência), para mostrar-lhes as suas vergonhas! Ele e seus asseclas vos espreitam, de onde não os vedes. Sem dúvida que temos designado os demônios como amigos dos incrédulos.
 
28Quando estes cometem uma obscenidade, dizem: Cometemo-la porque encontramos nossos pais fazendo isto; e foi Deus Quem no-la ordenou. Dize: Deus jamais ordena obscenidade. Ousais dizer de Deus o que ignorais?
 
29Dize ainda: Meu Senhor só ordena a eqüidade, para que vos consagreis a Ele, em todas as mesquitas, e O invoqueis sinceramente. Assim como vos criou, retornareis a Ele.
 
30Ele encaminhou alguns, e outros mereceram ser desviados, porque adotaram por protetores os demônios, em vez de Deus, pensando que estavam bem encaminhados.
 
31Ó filhos de Adão, revesti-vos de vosso melhor atavio quando fordes às mesquitas; comei e bebei; porém, não vos excedais, porque Ele não aprecia os perdulários.
 
32Dize-lhes: Quem pode proibir as galas de Deus e o desfrutar os bons alimentos que Ele preparou para Seus servos? Dize-lhes ainda: Estas coisas pertencem aos que crêem, durante a vida neste mundo; porém, serão exclusivas dos crentes, no Dia da Ressurreição. Assim elucidamos os versículos aos sensatos.
 
33Dize: Meu Senhor vedou as obscenidades, manifestas ou íntimas; o delito; a agressão injusta; o atribuir parceiros a Ele, porque jamais deu autoridade a que digais d’Ele o que ignorais.
 
34Cada nação tem o seu termo e, quando se cumprir, não poderá atrasá-lo nem adiantá-lo uma só hora.
 
35Ó filhos de Adão, quando se apresentarem mensageiros, dentre vós, que vos ditarão Meus versículos, aqueles que temerem a Deus e a Ele se encomendarem não serão presas do temor, nem se atribularão.
 
36Aqueles que desmentirem os Nossos versículos e se ensoberbecerem serão condenados ao inferno, onde permanecerão eternamente.
 
37Haverá alguém mais iníquo do que quem forja mentiras acerca de Deus ou desmente os Seus versículos? Eles participarão do que está estipulado no Livro, até que se lhes apresentem os Nossos mensageiros para separá-los de suas almas e lhes digam: Onde estão aqueles que invocáveis, em vez de Deus? Dirão: Desvaneceram-se! Com isso, confessarão que haviam sido incrédulos.
 
38Deus lhes dirá: Entrai no inferno, onde estão as gerações de gênios e humanos que vos precederam! Cada vez que aí ingressar uma geração, abominará a geração congênere, até que todas estejam ali recolhidas; então, a última dirá, acerca da primeira: Ó Senhor nosso, eis aqui aqueles que nos desviaram; duplica-lhes o castigo infernal! Ele lhes dirá: o dobro será para todos; porém, vós o ignorais.
 
39Então, a primeira dirá à última: Não vos devemos favor algum. Sofrei, pois, o castigo, pelo que cometestes.
 
40Àqueles que desmentirem os Nossos versículos e se ensoberbecerem, jamais lhes serão abertas as portas do céu, nem entrarão no Paraíso, até que um camelo passe pelo buraco de uma agulha. Assim castigamos os pecadores.
 
41Terão o inferno por leito, cobertos com mantos de fogo. Assim castigamos os iníquos.
 
42Quanto aos fiéis, que praticam o bem - jamais impomos a alguém uma carga superior às suas forças -, saibam que serão os diletos do Paraíso, onde morarão eternamente.
 
43Extinguiremos todo o rancor de seus corações. A seus pés correrão os rios, e dirão: Louvado seja Deus, que nos encaminhou até aqui; jamais teríamos podido encaminhar-nos, se Ele não nos tivesse encaminhado. Os mensageiros de nosso Senhor nos apresentaram a verdade. Então, ser-lhes-á dito: Eis o Paraíso que herdastes em recompensa pelos que fizestes.
 
44E os diletos do Paraíso gritarão aos condenados, no inferno: Verificamos que era verdade tudo quanto nosso Senhor nos havia prometido. Porventura, comprovastes que era verdade o que o vosso Senhor vos havia prometido? Dirão: Sim! Um arauto, então, proclamará entre eles: Que a maldição de Deus caia sobre os iníquos,
 
45Que afastam os demais da senda de Deus, anunciam-na tortuosa e negam a vida futura!
 
46E entre ambos haverá um véu e, nos cimos, situar-se-ão homens que reconhecerão todos, por suas fisionomias, e saudarão os diletos do Paraíso: Que a paz esteja convosco! Porém, ainda que eles (os dos cimos) anelem o Paraíso, não entrarão ali.
 
47Mas, quando seus olhares se voltarem para os condenados ao inferno, dirão: Ó Senhor nosso, não nos juntes com os iníquos.
 
48Os habitantes dos cimos gritarão a uns homens, os quais reconhecerão por suas fisionomias: De que vos serviram os vossos tesouros e a vossa soberbia?
 
49São estes, acaso, de quem juraste que Deus não os agraciaria com Sua misericórdia? (Deus dirá a eles): Entrai no Paraíso, onde não sereis presas do temor, nem vos atribulareis.
 
50Os condenados ao inferno clamarão os diletos do Paraíso: Derramai por sobre nós um pouco de água ou algo com que Deus vos agraciou. Dir-lhes-ão: Deus vedou ambos aos incrédulos,
 
51Que tomaram sua religião por diversão e jogo, e os iludiu a vida terrena! Esquecemo-los hoje, como eles esqueceram o comparecimento, neste dia, bem como por terem negado os Nossos versículos,
 
52Não obstante lhes temos apresentado um Livro, o qual lhes elucidamos sabiamente, e é orientação e misericórdia para os crentes.
 
53Esperam eles, acaso, algo além da comprovação? O dia em que esta chegar, aqueles que a houverem desdenhado, dirão: Os mensageiros de nosso Senhor nos haviam apresentado a verdade. Porventura obteremos intercessores, que advoguem em nosso favor? Ou retornaremos, para nos comportarmos distintamente de como o fizemos? Porém, já terão sido condenados, e tudo quanto tiverem forjado desvanecer-se-á.
 
54Vosso Senhor é Deus, Que criou os céus e a terra em seis dias, assumindo, em seguida, o Trono. Ele ensombrece o dia com a noite, que o sucede incessantemente. O sol, a lua e as estrelas estão submetidos ao Seu comando. Acaso, não Lhe pertencem a criação e o poder? Bendito seja Deus, Senhor do Universo.
 
55Invocai vosso Senhor humílima e intimamente, porque Ele não aprecia os transgressores.
 
56E não causeis corrupção na terra, depois de haver sido pacificada. Outrossim, incovai-O com temor e esperança, porque Sua misericórdia está próxima dos benfeitores.
 
57Ele é Quem envia os ventos alvissareiros, por Sua misericórdia, portadores de densas nuvens, que impulsiona até uma comarca árida e delas faz descer a água, mediante a qual produzimos toda a classe de frutos. Do mesmo modo ressuscitamos os mortos, para que mediteis.
 
58Da terra fértil brota a vegetação, com o beneplácito do seu Senhor; da estéril, porém, nada brota, senão escassamente. Assim elucidamos os versículos para os agradecidos.
 
59Enviamos Noé ao seu povo, ao qual disse: Ó povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade além d’Ele. Temo, por vós, o castigo do dia aziago.
 
60Os chefes, dentre seus povos, disseram: Vemos-te em um erro evidente.
 
61Respondeu-lhes: Ó povo meu, não há erro em mim, pois sou o mensageiro do Senhor do Universo.
 
62Comunico-vos as mensagens do meu Senhor, aconselho-vos, e sei de Deus o que ignorais.
 
63Estranhais, acaso, que chegue uma mensagem do vosso Senhor por intermédio de um homem da vossa raça? Isto é para admoestar-vos e para que temais a Deus, a fim de que sejais compadecidos.
 
64Porém, desmentiram-no, e o salvamos, juntamente com os que com ele estava na arca, afogando aqueles que desmentiram o Nossos versículos, porque constituíam um povo cego.
 
65E ao povo de Ad enviamos seu irmão Hud, o qual disse: Ó povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade além d’Ele. Não O temeis?
 
66Porém, os chefes incrédulos, dentre seu povo, disseram: Certamente, vemos-te em insensatez e achamos que és mentiroso.
 
67Respondeu-lhes: Ó povo meu, não há insensatez em mim, e sou o mensageiro do Senhor do Universo.
 
68Comunico-vos as mensagens do meu Senhor e sou vosso fiel conselheiro.
 
69Estranhais, acaso, que vos chegue uma mensagem do vosso Senhor, por um homem da vossa raça, para admoestar-vos? Reparai em como Ele vos designou sucessores do povo de Noé, e vos proporcionou alta estatura. Recordai-vos das mercês de Deus (para convosco), a fim de que prospereis.
 
70Disseram-lhe: Vens, acaso, para fazer com que adoremos só a Deus e abandonarmos os que adoravam nossos pais? Faze, pois, com que se cumpram as tuas predições, se estiveres certos.
 
71Respondeu-lhes: Já vos açoitaram a abominação e a indignação do vosso Senhor! Ousareis, acaso, discutir comigo, a respeito de nomes que inventais, vós e vossos pais, aos quais Deus não concedeu autoridade alguma? Aguardai, pois, que eu aguardarei convosco.
 
72Salvamo-lo, e a quem com ele estava, mercê, de Nossa misericórdia, e extirpamos aqueles que desmentiram Nossos versículos, porque não eram fiéis.
 
73Ao povo de Samud enviamos seu irmão, Sáleh, que lhes disse: Ó povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade além d’Ele. Chegou-vos uma evidência do nosso Senhor. Ei-la aqui: a camela de Deus é um sinal para vós; deixai-a pastar nas terras de Deus e não a maltrateis, porque vos açoitará um doloroso castigo.
 
74Lembrai-vos de que Ele vos designou sucessores do povo de Ad, e vos enraizou na terra, em cujas planuras ergueis palácios, e em cujas montanhas cavais moradias. Recordai-vos das mercês de Deus para convosco e não causeis flagelo, nem corrupção na terra.
 
75Porém, os chefes dos que se ensoberbeceram, dentre seu povo, perguntaram aos fiéis, submetidos: Estais seguros de que Sáleh é um mensageiro do seu Senhor? Responderam: nós cremos em sua missão.
 
76Mas os que se ensoberbeceram lhes disseram: Nós negamos o que credes.
 
77E esquartejaram a camela, desacatando a ordem do seu Senhor, e disseram: Ó Sáleh, faze, pois, com que se cumpram as tuas predições, se és um dos mensageiros.
 
78Então, fulminou-vos um terremoto, e a manhã encontrou-os jacentes em seus lares.
 
79E Sáleh distanciou-se deles, dizendo: Ó povo meu, eu vos comuniquei a mensagem do meu Senhor e vos aconselhei; porém, vós não apreciais os conselheiros.
 
80E (enviamos) Lot, que disse ao seu povo: Cometeis abominação como ninguém no mundo jamais cometeu antes de vós,
 
81Acercando-vos licenciosamente dos homens, em vez das mulheres. Realmente, sois um povo transgressor.
 
82E a resposta do seu povo só constituiu em dizer (uns aos outros): Expulsai-vos da vossa cidade porque são pessoas que desejam ser puras.
 
83Porém, salvamo-los, juntamente com a sua família, exceto a sua mulher, que se contou entre os que foram deixados para trás.
 
84E desencadeamos sobre eles uma tempestade. Repara, pois, qual foi o destino dos pecadores!
 
85E aos medianitas enviamos seu irmão Xuaib, que lhes disse: Ó povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade além d’Ele! Já vos chegou uma evidência do vosso Senhor! Sede leais, na medida e no peso! Não defraudeis o próximo e não causeis corrupção na terra, depois de ela haver sido pacificada! Isso será melhor para vós, se sois fiéis.
 
86Não vos posteis em caminho algum, obstruindo a senda de Deus e ameaçando quem n’Ele crê, esforçando-vos em fazê-la tortuosa. Recordai-vos de quando éreis uns poucos e Ele vos multiplicou, e reparai qual foi o destino dos depravados.
 
87E se entre vós há um grupo que crê na missão que me foi confiada e outro que a nega, aguarda, até que Deus julgue entre nós, porque Ele é o mais equânime dos juízes.
 
88Os chefes que se ensoberbeceram, dentre o seu povo, disseram-lhe: Juramos que te expulsaremos da nossa cidade, ó Xuaib, juntamente com aqueles que contigo crêem, a menos que retorneis ao nosso credo. (Xuaib) retrucou: Ainda que o deploremos?
 
89Forjaríamos mentiras a respeito de Deus, se retornássemos ao vosso credo, sendo que Deus já vos livrou dele. É impossível que o abracemos, sem que Deus, nosso Senhor, o queira, porque nosso Senhor tudo abrange sapientemente, e a Ele nos encomendamos. Ó Senhor nosso, decide com eqüidade entre nós e o nosso povo, porque Tu és o mais equânime dos juízes.
 
90Mas os chefes incrédulos, dentre o seu povo, disseram: Se seguirdes Xuaib, sereis desventurados!
 
91Então, fulminou-os um terremoto, e a manhã encontrou-os jacentes em seus lares.
 
92Aqueles que desmentiram Xuaib foram despojados das suas habitações, como se nunca nelas houvessem habitado. Aqueles que desmentiram Xuaib tornaram-se desventurados.
 
93Xuaib afastou-se deles, dizendo: Ó povo meu, já vos comuniquei as mensagens do meu Senhor, e vos aconselhei. Como poderei atribular-me por um povo incrédulo?
 
94Jamais enviamos um profeta a cidade alguma, sem antes afligirmos os seus habitantes com a miséria e adversidade, a fim de que se humilhem.
 
95Depois lhes trocamos o mal pelo bem, até que se constituíssem em uma sociedade e, não obstante, disseram: A adversidade e a prosperidade experimentaram-nas nossos pais. Então, de repente, surpreendemo-los com castigo, quando menos esperavam.
 
96Mas, se os moradores das cidades tivessem acreditado (em Deus) e O tivessem temido, tê-los-íamos agraciado com as bênçãos dos céus e da terra. Porém, como rejeitaram (a verdade), arrebatamo-los pelo que lucravam.
 
97Estavam, acaso, os moradores das cidades seguros de que Nosso castigo não os surpreenderia durante a noite, enquanto dormiam?
 
98Ou estavam, acaso, seguros de que Nosso castigo não os surpreenderia em pleno dia, enquanto se divertiam?
 
99Acaso, pensam estar seguros dos desígnios de Deus? Só pensam estar seguros dos desígnios de Deus os desventurados.
 
100Não é, porventura, elucidativo para aqueles que herdaram a terra dos seus antepassados que, se quiséssemos, exterminá-los-íamos por seus pecados e selaríamos os seus corações para que não compreendessem?
 
101Tais eram as cidades, de cujas histórias te narramos algo: sem dúvida que seus mensageiros lhes haviam apresentado as evidências; porém, era impossível que cressem no que haviam desmentido anteriormente. Assim, Deus sigila os corações os incrédulos.
 
102Porque nunca encontramos, na maioria deles, promessa alguma, mas sim achamos que a maioria deles era depravada.
 
103Depois destes mensageiros enviamos Moisés, com Nossos sinais, ao Faraó e aos chefes; mas estes se condenaram, ao rechaçá-los. Repara, pois, qual foi o destino dos corruptores.
 
104Moisés disse: Ó Faraó, sou o mensageiro do Senhor do Universo.
 
105Justo é que eu não diga, a respeito de Deus, mais do eu a verdade. Sem dúvida que vos trago uma evidência do vosso Senhor. Permiti, portanto, que os israelitas partam comigo.
 
106Respondeu-lhe: Se de fato trazes um sinal, mostra-no-lo, se estiveres certo.
 
107Então Moisés jogou o seu cajado, e eis que este se converteu numa autêntica serpente.
 
108E mostrou a mão, e eis que era de um fulgor branco para os espectadores.
 
109Os chefes do povo do Faraó disseram: Sem dúvida que és um mago habilíssimo.
 
110(O Faraó disse): Ele pretende expulsar-vos da vossa terra. Que aconselhais?
 
111Responderam-lhe: Retém-no, juntamente com o seu irmão, e manda recrutadores às cidades.
 
112Que tragam todo mago hábil (que encontrarem).
 
113Quando os magos se apresentaram ante o Faraó, disseram: É de se supor que teremos uma recompensa se sairmos vencedores.
 
114E lhes respondeu: Sim, e vos contareis entre os mais chegados (a mim).
 
115Perguntaram: Ó Moisés, lançarás tu, ou então seremos nós os primeiros a lançar?
 
116Respondeu-lhes: Lançai vós! E quando lançaram (seus cajados), fascinaram os olhos das pessoas, espantando-as, e deram provas de uma magia extraordinária.
 
117Então, inspiramos Moisés: Lança o teu cajado! Eis que este devorou tudo quanto haviam simulado.
 
118E a verdade prevaleceu, e se esvaneceu tudo o que haviam fingido.
 
119(O Faraó e os chefes) foram vencidos, e foram humilhados.
 
120E os magos caíram prostrados.
 
121Disseram: Cremos no Senhor do Universo,
 
122O Senhor de Moisés e de Aarão!
 
123O Faraó lhes disse: Credes nele sem que eu vos autorize? Em verdade isto é uma conspiração que planejastes na cidade, para expulsardes dela a população. Logo o sabereis.
 
124Juro que vos deceparei as mãos e os pés dos lados opostos e então vos crucificarei a todos.
 
125Disseram-lhe: É certo que retornaremos ao nosso Senhor.
 
126Vingas-te de nós só porque cremos nos sinais de nosso Senhor quando nos chegam? Ó Senhor nosso, concede-nos paciência e faze com que morramos muçulmanos!
 
127Então, os chefes do povo do Faraó disseram: Permitirás que Moisés e seu povo façam corrupção na terra e te abandonem, a ti e aos teus deuses? Respondeu-lhes: Sacrificaremos os seus filhos; contudo, deixaremos viver as suas mulheres e assim seremos os seus dominadores.
 
128Moisés disse ao seu povo: Implorai o socorro de Deus e perseverai, porque a terra só é de Deus e Ele a dá em herança a quem Lhe apraz dentre os Seus servos. A recompensa será para os tementes.
 
129Disseram-lhe: Fomos maltratados, antes e depois que tu nos chegaste. Respondeu-lhes: É possível que o vosso Senhor extermine os vossos inimigos e vos faça herdeiros na terra, para ver como vos comportais.
 
130Já havíamos castigado o povo do Faraó com os anos (de seca) e a diminuição dos frutos, para que meditassem.
 
131Porém, quando lhes chegava a prosperidade, diziam: Isto é por nós! Por outra, quando lhes ocorria uma desgraça, atribuíram-na ao mau augúrio de Moisés e daqueles que com ele estavam. Qual! Em verdade, o seu mau augúrio está com Deus. Porém, a sua maioria o ignora.
 
132Disseram-lhe: Seja qual for o sinal que nos apresentares para fascinar-nos, jamais em ti creremos.
 
133Então lhes enviamos as inundações, os gafanhotos, as lêndeas, os sapos e o sangue, como sinais evidentes; porém, ensoberbeceram-se, porque eram pecadores.
 
134Mas quando vos açoitou o castigo, disseram: Ó Moisés, implora por nós, de teu Senhor, o que te prometeu; pois, se nos livrares do castigo, creremos em ti e deixaremos partir contigo os israelitas.
 
135Porém, quando os livramos do castigo, adiando-o para o término prefixado, eis que perjuram!
 
136Então, punimo-los, e os afogamos no mar por haverem desmentido e negligenciado os Nossos versículos.
 
137Fizemos com que o povo que havia sido escravizado herdasse as regiões orientais e ocidentais da terra, as quais abençoamos. Então, a sublime promessa de teu Senhor se cumpriu, em relação aos israelitas, porque foram perseverantes, e destruímos tudo quanto o Faraó e o seu povo haviam erigido.
 
138Fizemos os israelitas atravessar o mar, e eis que encontrando (depois) um povo devotado a alguns de seus ídolos, disseram: Ó Moisés, faze-nos um deus como os seus deuses! Respondeu-lhes: Sois um povo de insipientes!
 
139Porque em verdade, tudo quanto eles adorarem aniquilá-los-á, e em vão será tudo quanto fizerem.
 
140Disse: Como poderia apresentar-nos outra divindade além de Deus, uma vez que vos preferiu aos vossos contemporâneos?
 
141Recordai-vos de quando vos livramos do povo do Faraó que vos infligia os piores castigos, sacrificando os vossos filhos e deixando com vida as vossas mulheres; naquilo tivestes uma grande prova do vosso Senhor!
 
142Ordenamos a Moisés trinta noites (de solidão), as quais aumentamos de outras dez, de maneira que o tempo fixado por seu Senhor foi, no total, de quarenta noites. E Moisés disse ao seu irmão Aarão: Substitui-me, ante meu povo; age de modo correto e não sigas a senda dos depravados.
 
143E quando Moisés chegou ao lugar que lhe foi designado, o seu Senhor lhe falou, orou assim: ó Senhor meu, permite-me que Te contemple! Respondeu-lhe: Nunca poderás ver-Me! Porém, olha o monte e, se ele permanecer em seu lugar, então Me verás! Porém, quando a majestade do seu Senhor resplandeceu sobre o Monte, este se reduziu a pé e Moisés caiu esvanecido. E quando voltou a si, disse: Glorificado sejas! Volto a Ti contrito, e sou o primeiro dos fiéis!
 
144Disse-lhe: Ó Moisés, tenho-te preferido aos (outros) homens, revelando-te as Minhas mensagens e as Minhas palavras! Recebe, pois, o que te tenho concedido, e sê um dos agradecidos!
 
145Nas tábuas prescrevemos-lhe toda a classe de exortação, e a elucidação de todas as coisas, (e lhe dissemos): Recebe-as com fervor e recomenda ao teu povo que observe o melhor delas. Logo, vos mostrarei a morada dos depravados.
 
146Afastarei do Meus versículos aqueles que se envaidecem sem razão, na terra e, mesmo quando virem todo o sinal, nele não crerão; e, mesmo quando virem a senda da retidão, não a adotarão por guia. Em troca, se virem a senda do erro, tomá-la-ão por guia. Isso porque rejeitaram os Nossos sinais e os negligenciaram.
 
147Quanto àqueles que desmentiram os Nossos versículos e o comparecimento na outra vida, suas obras tornar-se-ão sem efeito. Acaso, esperam alguma retribuição, exceto pelo que houverem feito?
 
148O povo de Moisés, em sua ausência, fez, com suas próprias jóias, a imagem de um bezerro, que emitia mugidos. Não repararam em que não podia falar-lhes, nem encaminhá-los por senda alguma? Apesar disso o adoraram e se tornaram iníquos.
 
149Mas, quando se aperceberam de que estavam desviados, disseram: Se nosso Senhor não se apiedar de nós e não nos perdoar, contar-nos-emos entre os desventurados.
 
150Quando Moisés voltou ao seu povo, colérico e indignado, disse-lhes: Que abominável é isso que fizestes na minha ausência! Quisestes apressar a decisão do vosso Senhor? Arrojou as tábuas e, puxando pelo cabelo seu irmão, arrastou-o até si, e Aarão disse: Ó filho de minha mãe, o povo me julgou débil e por pouco não me matou. Não faças com que os inimigos de regozigem da minha desdita, e não me contes entre os iníquos!
 
151Então (Moisés) disse: Ó Senhor meu, perdoa-nos, a mim e ao meu irmão, e ampara-nos em Tua misericórdia, porque Tu és o mais clemente dos misericordiosos!
 
152Quanto àqueles que adoraram o bezerro, a abominação de seu Senhor os alcançará, assim como o desdém, na vida deste mundo. Assim castigaremos os forjadores.
 
153Quanto àqueles que cometem torpezas e logo se arrependem e crêem, fica sabendo que Teu Senhor é, depois disso, Indulgente, Misericordiosíssimo.
 
154Quando a cólera de Moisés se apaziguou, ele recolheu as tábuas em cujas escrituras estavam a orientação e a misericórdia para os que temem ao seu Senhor.
 
155Então Moisés selecionou setenta homens, dentre seu povo, para que comparecessem ao lugar por Nós designado; e quando o tremor se apossou deles, disse: Ó Senhor meu, quisesses Tu, tê-los-ias exterminado antes, juntamente comigo! Porventura nos exterminarias pelo que cometeram os néscios dentre nós? Isto não é mais do que uma prova Tua, com a qual desvias quem faz isso, e encaminhas quem Te apraz; Tu és nosso Protetor. Perdoa-nos e apieda-Te de nós, porque Tu és o mais equânime dos indulgentes!
 
156Concede-nos uma graça, tanto neste mundo como no outro, porque a Ti nos voltamos contritos. Disse: Com Meu castigo açoito quem quero e Minha clemência abrange tudo, e a concederei aos tementes (a Deus) que pagam o zakat, e crêem nos Nossos versículos.
 
157São aqueles que seguem o Mensageiro, o Profeta iletrado, o qual encontram mencionado em sua Tora e no Evangelho, o qual lhes recomenda o bem e que proíbe o ilícito, prescreve-lhes todo o bem e vedalhes o imundo, alivia-os dos seus fardos e livra-os dos grilhões que o deprimem. Aqueles que nele creram, honraram-no, defenderam-no e seguiram a Luz que com ele foi enviada, são os bem-aventurados.
 
158Dize: Ó humanos, sou o Mensageiro de Deus, para todos vós; Seu é o reino dos céus e da terra. Não há mais divindades além d’Ele. Ele é Quem dá a vida e a morte! Crede, pois, em Deus e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Deus e nas Suas palavras; segui-o, para que vos encaminheis.
 
159Entre o povo de Moisés existe uma comunidade que se rege pela verdade, com a qual julga.
 
160Havíamo-los dividido em doze tribos, formando nações; e, quando o povo sedento pediu a Moisés e que beber, inspiramo-los: Golpeia a rocha com o teu cajado! E, de pronto, britaram dela doze mananciais, e cada tribo reconheceu o seu. Logo, os sombreamos com cúmulos e lhes enviamos o maná e as codornizes, dizendo-lhes: comei de todo o bem com que vos temos agraciado. Porém, (desagradeceram e com isso) não Nos prejudicaram; outrossim, condenaram-se a si mesmos.
 
161Recorda-te de quando lhes foi dito: Habitai esta cidade e comei do que for de vosso agrado, e dizei: Remissão! E entrai pela porta, prostrando-vos; então, perdoaremos os vossos pecados e aumentaremos (a porção) dos benfeitores.
 
162Porém, os iníquos dentre eles permutaram a Palavra por outra que não lhes havia sido dita. Por isso, desencadeamos sobre eles um castigo do céu, por sua iniqüidade.
 
163Interroga-os a respeito da cidade próxima ao mar, de como os seus habitantes profanavam o sábado, pescando; de como, quando profanavam o sábado, os peixes apareciam à flor d’água; em troca, não lhes apareciam nos dias que não eram sábado. Assim os pusemos à prova, por sua transgressão.
 
164Recorda-te de quando um grupo deles disse: Por que exortais um povo que Deus exterminará ou atormentará severamente? Outro grupo disse: Fazemo-lo para que tenhamos uma desculpa ante o vosso Senhor; quem sabe O temerão (depois disso!)
 
165Mas quando se esqueceram de toda a exortação, salvamos aqueles que pregavam contra o mal, e infligimos os iníquos um severo castigo, por sua transgressão.
 
166E quando, ensoberbecidos, profanaram o que lhes havia sido vedado, dissemos-lhes: Sede símios desprezíveis!
 
167E de quando teu Senhor declarou que enviaria contra eles (os judeus) alguém que lhes infligiria o pior castigo, até ao Dia da Ressurreição; em verdade, o teu Senhor é destro no castigo assim como é Indulgente, Misericordiosíssimo.
 
168Separamo-los em grupos pela terra; entre eles há aqueles que são justos e há aqueles que não o são; pusemo-los à prova, com prosperidade e adversidade, com o fim de que se convertessem.
 
169Sucedeu-lhes uma geração que herdou o Livro, a qual escolheu as futilidades deste mundo, dizendo: Isto nos será perdoado! E se lhes fosse oferecido outro igual, tê-lo-iam recebido (e transgredido novamente). Acaso, não lhes havia sido imposta a obrigação, estipulada no Livro, de não dizer de Deus mais que a verdade? Não obstante, haviam estudado nele! Sabei que a morada da outra vida é preferível, para os tementes. Não raciocinais?
 
170Quanto àqueles que se apegam ao Livro e observam a oração, saibam que não frustraremos a recompensa dos conciliadores.
 
171E (recorda-te) de quando arrancamos o monte (Sinai), elevando-o sobre eles como se fosse um teto! Creram que lhes fosse desmoronar em cima, e então lhes dissemos: Observai fervorosamente o que vos temos concedido e recordai o seu conteúdo, para que Me temais.
 
172E de quando o teu Senhor extraiu das entranhas do filhos de Adão os seus descendentes e os fez testemunhar contra si próprios, dizendo: Não é verdade que sou o vosso Senhor? Disseram: Sim! Testemunhamo-lo! Fizemos isto com o fim de que no Dia da Ressurreição não dissésseis: Não estávamos cientes.
 
173Ou não dissésseis: Anteriormente nossos pais idolatravam, e nós, sua descendência, seguimo-los. Exterminar-nos-ias, acaso pelo que cometeram frívolos?
 
174Assim elucidamos os versículos, a fim de que desistam.
 
175Repete-lhes (ó Mensageiro) a história daquele ao qual agraciamos com os Nossos versículos e que os desdenhou; assim, Satanás o seguiu e ele se contou entre os seduzidos.
 
176Mas, se quiséssemos, tê-lo-íamos dignificado; porém, ele se inclinou para o mundo e se entregou à sua luxúria. O seu exemplo é semelhante ao do cão que, se o acossas, arqueja; se o deixas, assim mesmo arqueja. Tal é o exemplo daqueles que desmentem os Nossos versículos. Refere-lhes estes relatos, a fim de que meditem.
 
177Que péssimo é o exemplo daqueles que desmentem os Nossos versículos! Em verdade, com isso se condenam.
 
178Quem Deus encaminhar estará bem encaminhado; aqueles que desencaminhar serão desventurados.
 
179Temos criado para o inferno numerosos gênios e humanos com corações com os quais não compreendem, olhos com os quais não vêem, e ouvidos com os quais não ouvem. São como as bestas, quiçá pior, porque são displicentes.
 
180Os mais sublimes atributos pertencem a Deus; invocai-O, pois, e evitai aqueles que profanam os Seus atributos, porque serão castigados pelo que tiverem cometido.
 
181Entre os povos que temos criado, há um que se rege pela verdade, e com ela julga.
 
182Quanto àqueles que desmentem os Nossos versículos, apresentar-lhes-emos gradativamente, o castigo, de modo que não o percebam.
 
183E lhes concederemos folgança, porque o Meu plano é firme.
 
184Não refletem no fato de que seu companheiro não padece de demência alguma? Que não é mais do que um elucidativo admoestador?
 
185Não reparam no reino dos céus e da terra e em tudo quando Deus criou e em que, quiçá, seu fim se aproxima? E que mensagem, depois desta (Alcorão), crerão?
 
186Aqueles a quem Deus desviar (por tal merecerem) ninguém poderá encaminhar, porque Ele os abandonará, vacilantes, em sua transgressão.
 
187Perguntar-te-ão acerca da Hora (do Desfecho): Quando acontecerá? Responde-lhes: Seu conhecimento está só em poder do meu Senhor e ninguém, a não ser Ele, pode revelá-lo; (isso) a seu devido tempo. Pesada será, nos céus e na terra, e virá inesperadamente. Perguntar-te-ão, como se tu tivesses pesquisado sobre ela (a Hora do Desfecho). Responde-lhes: Seu conhecimento só está em poder de Deus; porém, a maioria das pessoas o ignora.
 
188Dize: Eu mesmo não posso lograr, para mim, mais benefício nem mais prejuízo do que o que for da vontade de Deus. E se estivesse de posse do incognoscível, aproveitar-me-ia de muitos bens, e o infortúnio jamais me açoitaria. Porém, não sou mais do que um admoestador e alvissareiro para os crentes.
 
189Ele foi Quem vos criou de um só ser e, do mesmo, plasmou a sua companheira, para que ele convivesse com ela e, quando se uniu a ela (Eva), injetou-lhe uma leve carga que nela permaneceu; mas quando se sentiu pesada, ambos invocaram Deus, seu Senhor: Se nos agraciares com uma digna prole, contar-nos-emos entre os agradecidos.
 
190Mas quando Ele os agraciou com uma prole digna, atribuíram-Lhe parceiros, no que lhes havia concedido. Exaltado seja Deus de tudo quanto Lhe atribuíram!
 
191Atribuíram-Lhe parceiros que nada podem criar, uma vez que eles mesmo são criados.
 
192Nem tampouco poderão socorrê-los, nem poderão socorrer a si mesmos.
 
193Se os convocardes para a Orientação, não vos ouvirão, pois tanto se lhes dará se os convocardes ou permanecerdes mudos.
 
194Aqueles que invocais em vez de Deus são servos, como vós. Suplicai-lhes, pois, que vos atendam, se estiverdes certos!
 
195Têm, acaso pés para andar, mão para castigar, olhos para ver, ou ouvidos para ouvir? Dize: Invocai vossos parceiros, conspirai contra mim e não me concedais folgança!
 
196Meu protetor é Deus, que (me) revelou o Livro, e é Ele Quem ampara os virtuosos.
 
197Aqueles que invocais além d’Ele não podem socorrer-vos, nem socorrer a si mesmos.
 
198Se os convocardes para a Orientação, não vos ouvirão; e tu (ó Mensageiro) verás que olham para ti, embora não te vejam.
 
199Conserva-te indulgente, encomenda o bem e foge dos insipientes.
 
200E quando alguma tentação de Satanás te assediar, ampara-te em Deus, porque Ele é Oniouvinte, Sapientíssimo.
 
201Quanto aos tementes, quando alguma tentação satânica os acossa, recordam-se de Deus; ei-los iluminados.
 
202Quanto aos irmãos (malignos) arremessam-nos mais e mais no erro, e dele não se retraem.
 
203E se não lhes apresentas um sinal, dizem-te: Porque não o inventas? Dize: Eu não faço mais do que seguir o que me revela o meu Senhor. Este (Alcorão) encerra discernimentos do vosso Senhor e é, por isso, orientação e misericórdia para os que crêem.
 
204E quando for lido o Alcorão, escutai-o e calai, para que sejais compadecidos.
 
205E recorda-te do teu Senhor intimamente, com humildade e temor, sem manifestação de palavras, ao amanhecer e ao entardecer, e não sejas um dos tantos negligentes.
 
206Porque aqueles que estão próximos do teu Senhor não se ensoberbecem em adorá-Lo, e O glorificam, prostrando-se ante Ele.